04 julho, 2020

Vindicação da Prioridade do Fabrico de Papel com Massa de Madeira ( 1867)

Pereira-Caldas - Vindicação da prioridade do fabrico de papel com massa de madeira, como descoberta portuguesa: sendo fabrico intentado no princípio deste século, nas Caldas de Vizela, na província do Minho, na Fábrica da Cascalheira, em S. João das Caldas, na margem esquerda do rio Vizela: sob iniciativa de Francisco Joaquim Moreira de Sá, fidalgo da Casa Real, cavaleiro professo na Ordem de Cristo, e Senhor da Quinta de Sá, em Santa Eulália de Barrosas, na mesma Ribeira de Vizela. Braga, Typographia de A. B. da Silva, 1867. In-8.º de 48 págs. Br. Encadernação inteira de percalina com gravações a ouro na pasta da frente. Preserva as capas de brochura. [Em 1866, na Exposição Universal de Paris, apareceu uma máquina de invenção alemã que fabricava papel. No início do ano seguinte os jornais portugueses referiam-se elogiosamente a este invento. De imediato o Dr. Pereira Caldas (professor no Liceu de Braga) publicou um folheto de cinquenta páginas intitulado “Vindicação .......". O folheto é datado de 10/7/1867 e dedicado à poetisa Ana de Sá (de seu nome completo D. Ana Amália Moreira de Sá), neta de Francisco Joaquim Moreira de Sá e, à data, senhora da casa de Sá. Nele se refere o Dr. Pereira Caldas a um opúsculo muito raro, da autoria do juiz Dr. José Raimundo de Paços de Proben e Barbosa (da casa de Caneiros, em Fermentões, Guimarães), composto por uma ode exaltando o invento e o inventor, bem como por dois sonetos da autoria do próprio Moreira de Sá, dedicados ao rei D. João VI e à rainha D. Carlota Joaquina, sendo este opúsculo já impresso no novo papel produzido pela fábrica. De facto, desde 1797 que Moreira de Sá começara a tratar da realização da aludida fábrica, a situar-se na sua quinta da Cascalheira, em S. João das Caldas de Vizela. E as inúmeras escrituras de compra e venda existentes no Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, em Guimarães, e no Arquivo Distrital do Porto, algumas delas referindo-se expressamente à fábrica de papel, permitem-nos corroborar a veracidade das afirmações do Dr. Pereira Caldas. Por ocasião das invasões napoleónicas a fábrica foi saqueada e incendiada, sendo o próprio Moreira de Sá - alcunhado pela populaça de “fero jacobino” - forçado a embarcar para o Brasil].
Primeira edição. Muito raro.
€ 80,00